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Historia de Apepfrum

No fim da guerra civil tivemos contacto com grupos de jovens, principalmente nas áreas rurais, que tendo ultrapassado a idade escolar se encontravam sem possibilidades de emprego devido à falta conhecimentos de uma profissão. O êxodo rural dos mais jovens à procura de emprego nas cidades e retirando os jovens mais capacitados das áreas rurais foi outra das motivações que nos levou a entrar neste campo de trabalho. Durante anos procuramos ONGs que nos pudessem dar capacidade neste campo específico. Junto dos vários Ministérios (Trabalho, Agricultura e Educação) procuramos apoio e enquadramento específico. Este enquadramento encontramos no Ministério da Educação.
Em Julho de 2002, certas individualidades (Bispos, o secretariado da Carita…) em parceria com duas organizações não governamentais, ISU- Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (Portugal) e ADIF- Agência de Formação Integral para o Desenvolvimento (Espanha) que estas duas organizações desde 1999 vem apoiando o processo de abertura e funcionamento de EFRs em Portugal, Espanha e Argentina, viram a necessidade de relançar o projecto das EFRs em Moçambique “Centro de Formação Profissional”.
Em Agosto de 2003, 7 meses depois de arranque das primeiras turmas de formação, realizou-se um encontro de todos envolvidos para discutir estratégias de gestão das mesmas, é neste encontro onde surge a APEPFRUM.

Associação para a promoção das Escolas Profissionais Familiares RURAIS de Moçambique

A Associação Para Promoção das Escolas Profissionais Famíliares Rurias de Moçambique – APEPFRUM, oficializada em 29 de Agosto de 2008, na sede da Caritas Moçambicana, Rua da Resistência 1175-Maputo, é uma entidade civil, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico e que congrega, neste momento, 13 Associações de Escolas Profissionais Famíliares Rurais-EPFR’s. 

A APEPFRUM é uma “Associação para a promoção educacional, coordenação, animação e representação das EPFR’s de Moçambique”.

A APEPFRUM dispõe duma equipa de pessoas que providência apoio administrativo e pedagógico às EFRs (especialmente na metodologia de alternância) e assegura uma boa ligação com os diferentes parceiros.

Missão:
Promover o emprego/autoemprego entre os jovens principalmente nas zonas rurais, oferecendo possibilidades de formação profissional

Visão:
A sociedade nem sempre oferece igualdade de oportunidades para que os jovens se candidatem ao primeiro emprego. A formação é a melhor maneira de prepara os jovens para competir, em igualdade de oportunidades, para um emprego que permita a criação e sobrevivência de uma família.

EQUIPA PEDAGOGICA NACIONAL

No ano de 2003 começou o processo de implantação das EPFRs em Moçambique, mas concretamente nos distritos de Magude (província de Maputo), Manjacaze e Bilene (província de Gaza) houve a necessidade de se criar uma Equipa que poderia fazer assistência personalizada à essas escolas.

Em Setembro do mesmo ano, aproveitando a presença do nosso assistente técnico de ISU, Francisco da Cruz Fernandes, lançou-se um anúncio para contratação de dois membros que dariam apoio à essas escolas.

A partir de 2004 até o 2007 estes dois membros faziam o acompanhamento personalizado das escolas existentes no pais e com o aumento do numero das escolas viu-se a necessidade de se reforçar e regionalizar a EPN, ficando neste caso dois na região sul e os outros para a região centro, decorrendo agora o processo de selecção de outros membros para a região norte.

A coordenação pedagógica é composta por:
Um Engenheiro Agrónomo - Agostinho Luís Laquieque;
Três pedagogos – Inácio Carlos Nota, Tané Joaquim Sinalo e Emílio Bernardo Chuquela

As actividades de coordenação pedagógica são as seguintes:
Coordenar as visitas nas EFRs;
Pensar as actividades pedagógicas;
Coordenar as formações;
Coordenar a elaboração de projectos;
Elaborar projectos;
Discutir e pensar estratégias sobre as demandas das visitas;
Preparar cursos de formação, coordenar junto com os assessores, definir assessoria e temas;
Produzir materiais pedagógicos;
Controlar a realização e apresentação dos relatórios das actividades dos assessores;
Acompanhamento das actividades planificadas dos assessores.

A Assessoria Técnica das EFRs prevê:
Visitas Pedagógicas;
Visitas Político – Administrativo;
Visitas Associativas e Relações de Parcerias.

Implantação das EFRs:
Eventos Pró - Associação;
Eventos de construção de parceiros (Realizar encontros com os parceiros locais como SDEJT, SDAE, etc. para recolher o programa de desenvolvimento local, de modo a enquadrar no processo de formação;
Processo de autorização;
Infra-estruturas.

Formação / Organização:
Formação dos Conselhos das EFRs;
Formação das Associações locais e das Famílias (começará em 2013);
Mobilização e sensibilização da comunidade;
Organização dos formadores.

Formação de Formadores:
Formação Inicial de formadores;
Formação de Directores;
Formação Psico-Pedagógica e em Agroecologia.

Publicações:
Relatório Institucional de Actividades Anuais;
Inquérito dos graduados.